terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Entrevista a Nach - Por Vanessa Cardoso

Nach - Entrevista



Lisboa, 9 Dezembro 2011

“Completo, é a palavra para este disco”



Sala TMN Ao Vivo, 17H em ponto para a entrevista marcada com Nach, de visita ao país para três datas. Faro, Lisboa e Porto receberam um dos maiores embaixadores do Hip Hop espanhol para a apresentação do quinto disco de originais “Mejor Que El Silêncio”. Ninguém sabia de Ignacio Fornes - nome artístico de Nach - até o manager o ter denunciado. Estava na rua a ver o rio Tejo. 
Aos 37 anos, lança o quinto disco de uma carreira já consolidada em Espanha e nos países da América do Sul, onde se sente bem recebido porque entendem o que diz. Usa a poesia para comunicar, homenageia permanentemente a música e tem no Hip Hop a ferramenta para chegar a todos. É um dos expoentes máximos do género em Espanha, quase um guru, preenche o palco com a energia de um novato e tem uma capacidade de escrita fora do comum. Olheiras a revelar poucas horas de sono, casaco de lã a fintar o frio, ar afável, discurso focado e assertivo. É este Nach que recorda a noite em que tocou no Carviçais Rock, que se confessa preocupado com as grandes indústrias, que brinca sobre a sua família de 8 irmãos e 15 sobrinhos, que revela a admiração pelos músicos com quem trabalha, que explica o quão se sente desafiado a escrever temas novos e que admite que “Mejor Que El Silêncio” é, finalmente, um disco completo.



1 – Esta é a segunda vez que estás em Portugal. Já passou algum tempo desde 2006, quando estiveste no Carviçais Rock, no norte do país. Lembraste dessa noite?
Sim, lembro-me perfeitamente! Tocamos na mesma noite de Fat Joe e Mind da Gap. Foi depois do lançamento de “Ars Magna/Miradas” e lembro-me de que falei com espanhóis, portugueses e ingleses na mesma noite. O concerto correu muito bem e o público estava a gritar as músicas! Estava um bom ambiente nessa noite.

2 – E desta vez, que espectáculo nos trazes?
Este é um espectáculo, principalmente, dinâmico, onde dou, não só, toda a minha energia em palco, mas temos uma performance. Temos backvocals, dois MC’s espanhóis muito bons, o DJ não está só a fazer scratch, ele tem uma performance. Não queremos debitar apenas as músicas, queremos dar um espectáculo. Não é um concerto só sobre este disco, há alguns temas mais antigos também no alinhamento e que as pessoas talvez conheçam melhor.

3 – Como defines este disco “Mejor Que El Silencio”?
Completo, é completo. Acho que a melhor definição para este disco é completo. É um disco muito ambicioso porque quis trabalhar com muita gente neste disco. Tem muitas vozes diferentes e muita musicalidade. Houve muito trabalho… Coisas que tenho aprendido, coisas que o meu manager tem tratado. Isto não é só música; há um enorme trabalho de logística. Não é só chegar ao estúdio e gravar as músicas. Há marcações, horários, hotéis, refeições, viagens… Tudo tem que ser bem gerido para chegar ao produto final e este é o resultado de todo esse trabalho e organização. Finalmente posso arriscar e dizer que, desta vez, fiz um álbum completo. E muito pessoal, também. Falo de diferentes experiências. Não trato só temas de rap, falo sobre questões sociais, questões humanas, coisas que estão à minha volta.

4 – E a nível instrumental?
Tive a honra de trabalhar com o Moisés Sanchez, um pianista de Madrid, um verdadeiro génio para mim. Ele trouxe uma vertente mais épica, mais orgânica, mais dinâmica ao disco. Ele captou a minha essência, percebeu quem eu era e qual a minha natureza, e quando me mostrou seis faixas que tinha produzido, fiquei completamente rendido e convidei-o para trabalhar comigo. Eu falava-lhe sobre os temas que queria abordar e ele construía a música à minha imagem. Trabalhei com Baghira, um produtor de Sevilha. É um tipo que mistura tão bem o old school com o new school! Só tem 23 anos e capta os dois estilos muito bem. Quando ouvi beats dele fiquei impressionado e também o convidei para trabalharmos juntos. Tem uma grande atitude nos beats! Trabalhei com um produtor grego que conheci no projecto “Diversidad”, trabalhei com Cookin Soul, entre outros. Foi um privilégio trabalhar com todos eles!

5 – És já um artista consolidado e com uma carreira coerente na cena Hip Hop. É este o momento para a derradeira internacionalização?
Tenho tentado ser! Acho que sim! Tenho estado onde me têm dado essa oportunidade. Hoje estou aqui em Portugal, há duas semanas atrás fizemos dois concertos na Guiné e foi brutal, estava completamente cheio, e temos passado muito tempo na América do Sul. Só sei que temos trabalhado, em conjunto, para chegar o mais longe que conseguirmos. Não sei se este o momento da internacionalização, mas temos tocado em vários países, maioritariamente, hispânicos. Na Europa não me entendem, é muito mais complicado.

6 – Quem gostarias realmente que ouvisse este disco?
Eu só quero que as pessoas ouçam este disco... Não me importo se são pessoas mais ligadas ao rap ou não - apesar de serem essas pessoas que talvez me compreendam mais facilmente – quero que todo o ser humano ouça a minha música. Tive uma experiência maravilhosa de um rapaz com uns 14 anos que estava na rua com o avô e me disse “o meu neto mostrou-me a tua música e tu dizes aquilo que eu quis dizer há décadas atrás; tens a liberdade que eu não tive. Não fazia ideia de que a música podia fazer isso!” Isto surpreende-me. O que posso esperar mais?! É isto que quero ouvir de vez em quando. Se isso acontecer, o meu disco chegou às pessoas certas.

7 – A tua música mostra que és uma pessoa urbana, o que está directamente ligado ao Hip Hop. É essa a tua filosofia de vida? Sentes-te um agente desta cultura?
Eu sou eu. Não sou só um gajo do Hip Hop, sou muito mais que isso. Sou Hip Hop e sou tantas outras coisas! Não sou nem me sinto limitado à cultura. Eu coloco todas a minha sinceridade na minha música, esta é a forma que eu concebo a música. O que faço é honesto e só quero encontrar-me nas minhas músicas. Elas são o meu espelho.

8 – O teu discurso e as tuas letras são duras e muito críticas, mostras claramente a tua opinião e os teus ideais. Quais são as tuas grandes preocupações hoje em dia?
As minhas principais preocupações hoje em dia têm a ver com grandes indústrias e empresas dominantes. Às vezes sinto-me triste porque tento encontrar esperança nas pessoas que eu conheço, na minha família e nos meus amigos, mas quando olho em redor, vejo que o mundo é dominado por grandes companhias e grandes empresas, que dominam, por sua vez, as pessoas. Enquanto estas grandes empresas dominarem o Mundo e até o Governo, nada vai mudar. Só vai piorar o estado em que nos encontramos actualmente. Não há futuro assim! Mas é tudo uma enorme contradição e contra mim falo. Tenho um iphone no bolso, que pertence a uma dessas grandes empresas… Eu também estou dentro deste sistema. É tão complicado alcançares paz de espírito e clareza de pensamento no meio disto tudo! E eu sofro com isso, sofro mesmo, quando olho para os meus 15 sobrinhos, porque eles são o futuro. É assustador!

9 – Tens trabalhado com diversos artistas internacionais, nomeadamente, Talib Kweli, Immortal Technique, Akhenaton… Quais são os teus critérios para trabalhares com outros rappers?
Antes de mais, tenho que ter qualquer tipo de relação pessoal com eles. Talvez o Talib Kweli seja o que menos conheço, mas estive com ele algumas vezes. O Immortal Technique também esteve em concerto em Madrid e estive com ele algumas vezes. Tudo tem a ver com uma relação que se estabelece e tem também a ver com a minha admiração pelo trabalho deles. E há também pessoas com quem trabalho que conheço demasiado bem!

10 – Tens uma forma muito peculiar de rimar. Vem-me imediatamente à ideia a “Efectos Vocales” onde escreveste a letra só com as vogais. Como fizeste isto?
Eu acho que quando se trata de arte e tu tens uma ideia, tens que arranjar forma de a concretizar e, depois, superá-la. Em qualquer tipo de arte! Para a “Efectos Vocales”, surgiu a ideia de escrever uma letra só com as vogais. Achei que seria complicado mas decidi fazê-la. Quando comecei a escrever é que percebi a dificuldade porque parecia que já tinha esgotado todas as palavras. Andava com um caderno a perguntar às pessoas palavras! Demorou bastante! Gosto muito destas experiências. Eu acredito em mim e acredito sempre que sou capaz.

11 – O ano passado, houve uma grande polémica nos media espanhóis, nomeadamente, no El Mundo, a respeito da tua frase “Yo pongo condóm”. O que se passou?
Foi algo que já esqueci mas o que se passou foi que estava a dar na televisão uma campanha publicitária com a frase “Yo pongo condóm”, que é uma frase de uma música minha. Todos pensaram que eu era o autor do anúncio, mas estava tão mau da forma que o fizeram, que eu senti necessidade de reivindicar e dizer que não era meu. Quis que toda a gente soubesse que eu não tive a ver nada com isso e afectou-me negativamente. A imprensa acabou por exagerar neste assunto e isso fez-me sentir mal. Mas o âmago da questão é que se o Alejandro Sanz faz uma música e o Governo quer coloca-la num anúncio, vão pedir-lhe autorização. Mas se a música é do Nach ou de outro artista que não é mainstream, nada acontece… Não têm noção. Pensam que somos burros e que não sabemos o que se passa. Por isso decidi falar.

12 – Continuas a viver em Alicante?
Sim! Estou alguns dias em Alicante, quando preciso de descansar e no Verão, principalmente. Estou grande parte do meu tempo em Barcelona e Madrid, mas continua a viver em Alicante. O único problema é que é uma cidade pequena e, por vezes, torna-se aborrecida. Mas Alicante é a minha cidade e onde regresso sempre.


Por: Vanessa Cardoso 

Muito obrigado Vanessa! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Festaaaaaaaaa!!!!


Irá realizar-se mais um aniversário do Submundo, o 10º aniversário e será comemorado em Santa Bárbara de Nexe no Galaxi Dance.

Terá várias participações e surpresas!

Apareçam!

A nossa marca agora é esta!


Quero agradecer ao Ed pelo trabalho que teve em fazer este logo, e pela dedicação que teve em me ajudar!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Apresento Dj Radikal

De seguida vou apresentar uma das pessoas mais empenhadas no hip hop Algarvio...
O seu sotaque não engana, nasceu na França mas é filho de emigrantes Portugueses em 1997 foi viver para o Algarve.
 Aos 17 anos estreou-se no mundo do hip hop como mc com o nome Vick num grupo Françês chamado "Les 323èmes" mas aos 18 anos descobriu  que a sua vocação como produtor quando teve a sua primeira máquina para samplar.  Tudo o que aprendeu foi sozinho e começou a fazer produções em casa e produziu o primeiro cd de hip hop no algarve, segundo o que consta na sua biografia.
 Desde então nunca mais parou, fez várias produções com e sem Mc´s, várias participações em festas de hip hop como Dj e foi organizador de festas de Rap.
O Dj radikal ajudou vários talentos a serem divulgados com a Radikal Tv, uma rede no Youtube que ele criou onde se pode visualizar várias entrevistas, no qual tem nomes como Sam the Kid, Halloween e vários Mc´s de todo o país de norte a sul.
Foi organizador da primeira Beat Battle do Algarve, como podem ver no inicio do blog, e sem fundos nenhuns nem ajudas consegue arranjar sempre maneira para fazer festas, entrevistas... não pára!
Penso que é das pessoas que mais se preocupa com o hip hop Algarvio, sempre tentando ajudar aqueles que não têm acesso ao hip hop, a divulgar a nova escola... Dou os meus parabéns ao Radikal pelo trabalho que já fez até hoje!



Nova Etapa!

A partir deste momento irão ver videos dos Mc´s de Portugal... Quando digo videos estou a referir-me a entrevistas, entrevistas essas feitas para o Dj Radikal. É com muito gosto que a partir de agora vou vos dar a conhecer um pouco dos Mc´s com a ajuda do Dj Radikal... podem visualizar o trabalho dele através do youtube mas para conhecer podem ir a http://www.hiphopweb.org/index.php?option=com_content&view=article&id=491%3Aentrevista-com-radikal&catid=5%3Aentrevistas&Itemid=4

Esquadrão Submerso!

Todos os dias ouvimos o que sai novo e ouvimos a evolução das novas gerações e ficamos surpreendidos com os novos talentos! Apesar do que sai novo ficamos sempre com a recordação de todos os sons que ouvimos e ainda hoje se for preciso "recuamos o tempo" e voltamos a apreciar tudo... Por isso resolvi começar a colocar músicas para que todos possam recordar!

Começo com uma do Mc Biex "Tempo de antena"




De volta ao activo

Olá a todos os que seguem as gerações de hip hop!
Estou de volta para continuar o trabalho de divulgação e para vos mostrar mais um pouco da boa qualidade hip hop que existe pelas nossas terras!
A quem divulgou o meu blog e a quem tem apoiado agradeço imenso e espero conseguir agradar a todos!
Nesta fase de regresso espero conseguir atingir os objectivos que já tinha planeado pois tem sido bastante difícil para mim nestes últimos tempos escrever um post...
Apesar de pelo facebook não ter parado e ter divulgado o que me pediram e o que descobri irei colocar todas as publicações do facebook no blog brevemente.
Já tenho algumas surpresas preparadas para quem aprecia hip hop... Irão sair coisas novas para a rua... Não digo mais por agora...
Sigam também pelo facebook em geracoeshiphop/facebook.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Entrevistas CS14 - Mc Rucca

A segunda entrevista… ao Mc Rucca… tal como disse anteriormente... aqui está...

Como começas-te a interessar-te pelo hip hop?
- Primeiro pela música, se calhar por ser de descendência Angolana, que em casa ouvia Semba, Kizomba, Reggie… Através do meu irmão mais velho comecei a ouvir Rap, mais ou menos em 89 e desde aí só procurava Rap…Os turistas também trouxeram o Rap para cá, daí comecei também a ouvir outras cenas…

Como começas-te a cantar hip hop?
- Não decidi fazer Rap, cresci a ouvir os mais velhos, o Jonny Def, Impossibel P, Xixo… Baseava-se em improvisos também, ensaiava na rua… Lembro-me de ter uma caixa com bué Cd´s que na altura custou dois contos… tinha bué hip hop…

Quem foram as tuas influências?
- Como já disse, o meu irmão mais velho, o Jonny Def e até a minha irmã… que descobri que ela canta…

Para além de cantar, fazes mais alguma coisa dentro da música?
-Gostava de fazer mais, produzo e canto. Também dancei, pintei e gosto de passar som… sei que não tenho jeito para tudo mas tento… Gostava de estar ligado à organização de eventos, que é uma forma de estarmos em comunidade…mas talvez consiga com o tempo.

O que é para ti o hip hop?
- Para mim o hip hop é mais do que a definição básica…é como um movimento Hippie, é uma comunidade…

Como te juntas-te ao CS14?
-Porque o Sérgio (Odeo) convidou o Biex para fazer um som. Foi onde comecei a ver a música de forma diferente, onde pensei que queria fazer da música a minha vida…Vai estar eternamente comigo, mesmo que um dia o Lois deixe de produzir e acabe a cena do CS14, vou recordar sempre tudo, desde os pais dele a bater à porta…

Como foram as experiências no CS14?
- Antes era um bocado diferente, não havia as responsabilidades… e havia um bocado de grupos… mas uma coisa é certa, nunca me senti tão ligado ao CS14 como agora.

Projectos do CS14 que participas-te? E fora do Cs14?
- Participei em Debaixo do chão e Alt e paró Balho do Biex, as Compilações 8125… e fora disso, conheci Portugal de Norte a Sul e participei no Lado obscuro do Mundo, Porto, a minha segunda casa. Depois participai na compilação do GiJoe, Férias no Algarve e a determinada altura fui pai e tive de parar… também era difícil devido a ter morado fora de Quarteira.

Um Dj e um Mc que admires?
-Fora do Algarve gosto de NelAssassin como Dj e como Mc, o Mundo e do Algarve, Mc o Biex e Dj… gosto de todos … são todos muito bons…

Quem é o teu ídolo musical?
- Acho que não tenho… tenho muitos…era injusto dizer apenas um…

Onde vais buscar inspiração para escrever?
- À vida, às situações da vida, na própria música… tenho uma grande inspiração quando entro no CS14, quando estou lá sinto-me livre.

O que achas da “Nova Escola”?
-A nova escola? Epá, pensei que não fosse o que é… por exemplo o puto Mascote, tem muita garra, muita força… fico impressionado com os putos que o Ruban encontra…putos muito bons.

Uma dica que te tenha marcado ou ficado na memória?
- “Um doutor pode ser agricultor mas um agricultor nunca pode ser doutor”… é como tudo na vida… e outra que achei muita piada, de alguém da nova escola… “yo! Curte só o meu flow, olha só a minha roupa, foi a minha mãe que lavou” HAHAHHAH

O que achas que devia ser feito no hip hop no Algarve?
-A cena não é só fazer Cd´s… mais importante é tocar ao vivo…devia de haver mais concertos, o pessoal não saí à rua…digo isto por nós mais velhos… Devia de haver mais eventos e devíamos fazer mais para ficarem a conhecer-nos…

Projectos futuros?
- Estou a preparar um EP… que é a primeira coisa que faço, é um registo… nunca tive necessidade de fazer uma cena minha mas agora vou lançar a minha primeira cena…  a vida nunca me permitiu fazer, devido a ter dois filhos…a ter as minhas responsabilidades…mas agora vem aí uma cena…

Mensagem:
Gostava que o pessoal tivesse mais respeito perante o próximo, porque as pessoas estão cada vez mais ambiciosas e chateiam-se por coisas que não se justificam…por drogas, dinheiro…comecem a unir-se… que o pessoal que começou continue e não pare, que não se limite e façam o que gostam, com orgulho… mas fazer porque realmente tem vocação não porque é moda ou o amigo faz…

Obrigado Rucca!


CS14 entrevistas - Lois


Comecei por querer entrar no mundo CS14, tentar perceber as experiências e as opiniões de quem fez e ainda faz parte da família. Foi também no intuito de querer conhecer e mostrar um pouco de cada um deles, apesar de não ter conseguido ainda entrevistar todos, o que também vai ser difícil...comecei pelos que ainda permanecem na casa! Espero que vejam e conheçam como eu conheci estes artistas... Comecei pelo Lois e pelo Rucca…


Entrevista a Dj Lois:

Porquê o nome "Lois"?
-há muito tempo que me chamam Lois, de Luís passou para Lois...

Como começas-te a interessar-te pela música? O que te levou a produzir?
- Comecei por passar som com Dj de house e Techno em 94/95 e com o tempo conheci o hip hop, através dos meus amigos. Depois comprei material, a minha primeira máquina foi uma caixa de ritmos barata com 12 sons, gostei da experiência e comecei a interessar-me muito, depois comprei uma groove box.

Como fizeste e fazes para divulgar a música que fazes?
-Se queres que te diga não faço, só nas festas é que ouviam o que faço mas pensando bem, até fiz, através do Myspace e agora do Facebook.

Quem foram as tuas influências?
-Quem fez parte do CS14, os meus amigos. começaram a puxar por mim e eu motivei-me e não parei

Onde e como te inspiras para criar os teus beats?
- Sozinho, tem de ser sozinho porque quando tá lá o pessoal nunca consegui… as coisas vão surgindo, tem de ficar fixe se não… mas são coisas simples que me inspiram.

Com que Mc´s já trabalhas-te e quem fez parte do CS14?
-Biex, Jv, Rucca, Twism, Kusp, M-chinês… e trabalhei também com o Wuser, Royalistic, Tako, Dream Team… epá muita gente

Já deste concertos? Em que sítios?
- Sim, no antigo Hard Club de Gaia, Incrível Almadense em Almada, no bar IRS, em Beja, várias vezes…fomos muito bem recebidos… o último foi no Santiago Alquimista.

Em que projectos já participas-te?
-Nunca participei em nada, apenas em cenas com Mc´s do Cs14, e nas compilações 8125.

Fala-nos do vol.1 e do vol.2 das compilações 8125?
- Foi uma ideia que surgiu, quisemos fazer algo dos Mc´s daqui na terra, então convidei Mc´s e eu e o Odeo fizemos os beats. O depois surgiu o vol.2 que tem beats do Jv, do Dix, do Nobre e meus.

O que pensas do hip hop em Portugal?
-Gosto do movimento, há muita força e qualidade por Portugal todo.

Quem é o teu ídolo musical?
-Epá… eu gosto muito de música e gosto de vários estilos… não há um ídolo especifico.

Um Dj e um Mc que admiras?
-Norte: Dj Assassino Mc: Mundo e do Algarve… Mc: Jv, Wuser, Rucca (ele agora tá aí a preparar uma cena…)

Para produzir que máquinas usas ou instrumentos?
-Mpc, um teclado, Multipistas, tenho uma guitarra, não sei tocar mas às vezes faço umas brincadeiras.

Projectos futuros?
- Tou a acabar a Compilação vol. 3, tou a fazer nas calmas, tenho dado os beats ao próximo Mc assim que acabo de gravar com alguém… vou fazendo a pouco e pouco…

 Participações?
- Já gravei por exemplo, com o Jv, Rucca, Puto gui, Public Sinner mas ainda faltam muitos… vai ter cerca de 20 faixas.

Mensagem:
- Façam aquilo que gostam, sejam originais e verdadeiros, façam boa música… Divulguem, agora tá mais fácil com a internet…mas a iniciativa também tem de partir dos Djs e Mc´s.

Obrigado Lois…











domingo, 10 de julho de 2011

Biex - "Las Zegas"

Para recordar e não esquecer, uma produção de CS14 com a participação de Biex e Dj Lois com "Las Zegas" da Mixtape "Alt e paró balho" MDA (Música da Alma). Este videoclip foi produzido por Projecto Final Produções em 2008 e contou com a presença de vários habitantes de Quarteira. Continuamos à espera que este Mc volte para mais uma jogada...



sábado, 9 de julho de 2011

Mixtape wuser

Wuser também conhecido por Ruban irá lançar uma Mixtape que estará ao alcance de quem quiser ouvir, pois será distribuído gratuitamente. Esta Mixtape terá o nome de "Fora da Lei" e será lançada no dia 1 de Setembro.
Mais uma surpresa vinda de Quarteira, com particpações da "nova escola" de Mascote e Senni Balla...









Tribruto

Tribruto lançou mais um videoclip em que o nome de eleição foi " Buspencer e Trinity"


(Gijoe, Kristo e Realpunch)



                    

DubStep

Irá se realizar hoje em Portimão, Dubstep com as participações de GiJoe, Kombo e Deep:prees... pelas 23:00h na Marginália de Portimão.


*Dubstep é um dos estilos mais versáteis e ricos da música eletrônica, e uma evolução de outro gênero chamado UK Garage. O BPM costuma variar bastante também, assim como os elementos utilizados para produzir as tracks, que podem soar com tons de house music, techno, grime, dub, reggae, 2-step.


A 1º Beat Battle do Algarve que se realizou ontem em almancil no Ribas Bar teve 4 finalistas que irão à final nacional...
Este combate teve a participação de 6 DJ´s/Produtores, no qual estes mesmos usaram o programas e máquinas de produção tal como o Fruity Loops, Reason, Mpc Akai e Maschine para apresentar aos júris e ao publico as suas habilidades!
Foram sorteados os combates e foi renhido mas por fim ficaram os 4 melhores... com os seguintes D´J´s/Produtores:

- 4º lugar - Stealth, de Loulé (Fruity Loops)
- 3º lugar - JV, de Quarteira (Mpc Akai)
- 2º lugar - Ferro, de Lisboa linha de Cascais ( Reason)
- 1º lugar - GiJoe, de Portimão (Maschine)

Dou os meus parabéns a todos os que participaram e aos quatro finalistas...
e também a quem teve esta iniciativa...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Beat Battle

Hoje irá se realizar uma batalha de beats feita por Dj´s/Produtores que iram disputar um lugar para a próxima batalha que se iá realizar no Porto no dia 16 de Julho.
Esta Beat Battle irá decorrer em Almancil no Ribas Bar pelas 23:00 horas, no qual a entrada é gratuita para as mulheres e de 3€ para os homens.
Com a participação de Dj Maradona e os Segunda Regra com o E.P. Motivação!
Os nomes dos Dj´s e Produtores ainda são desconhecidos... mas irão ser avaliados por Dj Radical e Shojas. Este evento vai ser apresentado por Mascote.




Gerações!

Bemvindos ao meu novo espaço onde vou abordar temas acerca do Hip Hop Tuga, não desprezando grandes nomes internacionais. Neste blog vou tentar falar do Hip Hop da minha região, Algarve!
O hip hop no Algarve e especialmente na terra onde moro não é muito divulgado, por este motivo espero conseguir transmitir algo de novo e com várias surpresas!
No meu blog irei mostrar um pouco da minha veia jornalistica, entrevistando vários nomes que são desconhecidos e divulgando as suas obras de arte!
Espero conseguir concretizar os meus objectivos e que todos apreciem as noticias que publicarei...